Diante
de 70 mil torcedores, Gabigol tirou a vantagem do Emelec em menos de 20
minutos. No entanto, o Rubro-negro precisou da experiência de Diego Alves para
garantir a vaga nos pênaltis.
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| Comemoração do 2º gol de "Gabigol" |
Foi
dramático, sofrido, mas o Flamengo está nas quartas de final da Copa
Libertadores, após vencer o Emelec, por 2 a 0, no tempo normal, e por 4 a 2,
nos pênaltis. No jogo em Guayaquil, a vitória fora dos equatorianos também por
2 a 0. Com o resultado, o time carioca vai enfrentar o Internacional na briga
por uma vaga nas semifinais. Desde 2010 que os cariocas não passavam das
oitavas na competição sul-americana.
A classificação evita uma crise na Gávea, afinal uma nova
eliminação seria vexatória para o clube de maior investimento no ano. O
Flamengo foi eliminado na Copa do Brasil pelo Athletico-PR.
O
Flamengo começou o jogo com o espírito de seus torcedores, que gritavam “Vamos
virar, Mengo”. Em quatro minutos, foram quatro boas chances para abrir o
placar. Logo aos 23 segundos, Willian Arão chutou com perigo sobre o gol de
Dreer. Aos 2, foi a vez de Éverton Ribeiro errar o alvo. Aos 4, Gabriel falhou
duas vezes no mesmo lance.
Mas a pressão foi enorme e o primeiro gol saiu aos 10. O
árbitro deu pênalti em Rafinha. Gabriel bateu com categoria: 1 a 0. Bruno
Henrique tomou conta do jogo, criou duas boas oportunidades, antes de fazer a
assistência para o segundo gol de Gabriel, aos 19.
Mesmo em desvantagem no placar, o Emelec não se abriu,
pareceu satisfeito com a possibilidade de decidir nos pênaltis. Os equatorianos
não encontraram possibilidades de contra-ataque, porque a defesa carioca estava
protegida pela boa atuação de Cuéllar e Willian Arão.
Outro destaque do Flamengo no primeiro tempo foi a dupla de
zaga formada por Thuler e Pablo Mari. Segura, entrosada e confiante. Só uma vez
o Flamengo falhou na cobertura e os velozes Guerrero e Queiróz quase
conseguiram surpreender Diego Alves.
No segundo tempo, o entusiasmo nas arquibancadas foi o
mesmo, mas a postura do Emelec e do Flamengo mudaram. Os equatorianos partiram
para o ataque e Queiróz quase fez o primeiro gol dos visitantes. Aos dois
minutos, o chute saiu forte e Diego Alves apenas torceu para a bola sair. Aos
sete, o goleiro pegou bem outro chute forte, desta vez de Caicedo.
Aos 13, Jorge Jesus percebeu que Everton Ribeiro não voltou
com o mesmo desempenho da primeira etapa e o substituiu por Arrascaeta. No
primeiro lance, o uruguaio cobrou escanteio, Bruno Henrique desviou e Thuler,
na segunda trave, perdeu grande chance.
Gabriel voltou a sentir dores na perna esquerda e foi
substituído por Reinier. O Flamengo perdeu o poder de criação, enquanto o
Emelec passou a ser mais perigoso. Carabalí, de cabeça, quase fez o primeiro
gol, aos 31 minutos.
O fim do jogo foi dramático para o Flamengo, que acusou
cansaço. Arrascaeta, mesmo sem totais condições de jogo, tentou armar as
jogadas. O Emelec ganhou confiança em poder marcar o gol, que garantiria a
classificação ainda nos 90 minutos. Mas a decisão da vaga foi mesmo para os
pênaltis.
Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha converteram suas
cobranças. Diego Alves pegou o pênalti batido por Dixon Arroyo e viu Queiróz
acertar o travessão.
Ficha técnica:
FLAMENGO 2 x 0 EMELEC
FLAMENGO – Diego Alves; Rafinha, Thuler, Pablo Mari e Renê;
Willian Arão, Gustavo Cuéllar, Gerson (Berrío) e Éverton Ribeiro (Arrascaeta);
Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Reinier). Técnico: Jorge Jesus.
EMELEC – Dreer; Bagüí, Jaime (Joel Quintero), Caicedo e
Mejía; Cabezas, Dixon Arroyo, Godoy (Cortez) e Queiróz; Guerrero (Carabalí) e
Bryan Angulo. Técnico:
GOLS – Gabriel, aos 10 (pênalti) e aos 19 minutos do
primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS – Mejía, Dixon Arroyo, Bruno Henrique, Joel
Quintero, Cuéllar, Willian Arão, Cortez.
ÁRBITRO – Néstor Pitana (ARG).
RENDA – R$ 3.992.811,76.
PÚBLICO – 61.602 pagantes (67.664 no total).
LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Estadão
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