![]() |
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
|
O ex-presidenciável tucano virou réu na Justiça Federal em São
Paulo, acusado de receber propina de R$ 2 milhões do grupo J&F
Protocolado
em julho pelo diretório paulista do PSDB, o pedido de expulsão do deputado
Aécio Neves (MG) ainda deve demorar no mínimo três meses para ser julgado. A
expectativa na sigla é de que a Executiva se reúna na semana que vem para
instalar uma comissão e, só então, deflagrar o processo.
Caberá ao presidente do Conselho de
Ética, Cesar Colnaghi, a escolha dos integrantes da comissão. O
ex-presidenciável tucano virou réu na Justiça Federal em São Paulo, acusado de
receber propina de R$ 2 milhões do grupo J&F e tentar obstruir investigação
da Lava Jato.
Reservadamente,
dirigentes tucanos dizem, porém, que hoje o pedido de expulsão não contaria com
apoio majoritário da Executiva e não se encaixaria no código de ética - que
prevê expulsão só após condenação.
O
grupo do governador João Doria prega uma "faxina ética" no PSDB e
quer que a saída de Aécio seja o "símbolo" do que chamam de
"novo PSDB". O diretório paulista prevê, no curto prazo, desgaste
provocado pelo caso Aécio na campanha à reeleição do prefeito Bruno Covas. Além
disso, Doria é apontado como um dos pré-candidatos à sucessão do presidente
Jair Bolsonaro, em 2022.
"A
expectativa é de que Aécio possa se afastar durante o processo. A comissão de
ética deverá seguir o código de ética. As penalidades podem chegar até a
expulsão. O diretório de São Paulo vai cobrar a celeridade", disse Marco
Vinholi, presidente do PSDB-SP.
Aécio
não planeja mudar de partido. "A agenda do confronto não interessa ao
Brasil e, a meu ver, não interessa também ao PSDB", disse o ex-senador em
evento no fim de semana.
Por: NM

Postar um comentário