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| MPCE-Foto Reprodução |
O Ministério Público do Estado do
Ceará (MPCE), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações
Criminosas (GAECO), em parceria com a Coordenadoria de Inteligência (COIN) da
Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), deflagrou, na manhã
desta sexta-feira (02), a Operação Rábula nos municípios de Fortaleza, Caucaia
e Maracanaú.
As diligências estão cumprindo 25 mandados de busca e apreensão,
oito mandados de prisões preventivas e sete de prisões temporárias. Os
promotores de Justiça integrantes do GAECO concederão entrevista coletiva, às
11h, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, na rua Assunção, 1.100 –
José Bonifácio.
Uma investigação realizada pelo GAECO revelou a existência
de um complexo esquema criminoso composto por funcionários públicos,
particulares e advogados, os quais atuavam junto às Instituições de
Administração da Justiça e Delegacias locais.
Tal esquema consistia em
garantir, mediante o pagamento de propina, o sucesso das pretensões deduzidas
em prol de seus clientes, viabilizando a distribuição de processos para juízos
previamente escolhidos, transferências de presos para unidades prisionais
específicas, designações de datas próximas para a realização de audiência de
custódia, confecções de cartas de emprego e certidões públicas falsas, bem como
influência em decisões judiciais, através da interveniência de funcionários da
Justiça.
As investigações também desvelaram a existência de um
outro grupo criminoso, dedicado a furtos mediante arrombamentos de caixas
eletrônicos bancários, que contava igualmente com a participação de advogados,
particulares e criminosos trazidos do Estado de Santa Catarina para atuarem no
Estado do Ceará.
Os mandados judiciais foram deferidos pela Vara de Delitos de
Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza e estão sendo cumpridos com o
apoio do Núcleo de Investigação Criminal do MPCE (NUINC), do Departamento
Técnico Operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (DTO), da Polícia
Militar do Estado do Ceará e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de
Administração Penitenciária (COINT).
Por: MPCE

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