Presidente brasileiro retuitou filmagem e deu 'muito obrigado' aos
chefes de Estado que o 'ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só
interessava aos que querem enfraquecer o Brasil'
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| Vídeo de conversa entre Merkel, Johnson e Macron durante reunião do G7 sobre Amazônia Foto: Reprodução |
O presidente Jair
Bolsonaroretuitou, na tarde deste domingo, um vídeo de uma conversa
vazada entre a chanceler federal alemãAngela Merkel , o
presidente francês Emmanuel Macron e o premier
britânico Boris Johnsonem que os líderes
europeus discutem as queimadas na Amazônia e afirmam que iriam contactá-lo para
dialogar sobre a questão.
"Desde o princípio busquei o
diálogo junto aos líderes do G7, bem como da Espanha e Chile, que participam
como convidados. O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz
comércio com praticamente o mundo todo", tuitou o presidente.
"Somos
uma das maiores democracias do mundo, comprometidos com a proteção ambiental e
respeitamos a soberania de cada país. Meu muito obrigado a dezenas de chefes de
estado que me ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só interessava aos
que querem enfraquecer o Brasil!", completou.
Na filmagem,
realizada durante uma reunião durante o encontro do G7 em Biarritz, na França,
é possível ouvir Angela Merkel dizer que irá telefonar para Bolsonaro na
próxima semana para que o presidente brasileiro "não fique com a impressão
de que estou trabalhando contra ele".
Em seguida,
Johnson, premier britânico empossado no dia 24 de julho, disse achar o contato
de Merkel "importante". Macron, por sua vez, pergunta de quem o grupo
está falando e, após a chanceler alemã afirmar que tratava-se de Bolsonaro, o
líder francês começa a esboçar uma resposta, um dedo é visto na frente da
câmera e a transmissão foi interrompida.
Anfitrião
da reunião do G7, Macron levou a questão dos incêndios na Amazônia ao encontro
e pediu "mobilização de todas as potências" para ajudar
o Brasil e os demais países afetados pelas queimadas.
O líder
francês chegou a afirmar que Bolsonaro mentiu sobre compromissos climáticos e
declarou que será contrário ao acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul
— posicionamento endossado por membros pequenos do bloco europeu, mas
questionada por Merkel e Johnson.
Por: O Globo

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