Investigadores conseguiram interceptar
ligações e ouvir a negociação do suposto resgate
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| Foto Reprodução |
Um homem de 37 anos, procurou a polícia nesta sexta-feira (20) após
receber a ligação telefônica de um grupo que anunciava o sequestro do filho, um
adolescente de 15 anos, em Sobradinho, no Distrito Federal. No entanto, a
investigação apontou que o jovem foi o responsável por forjar o crime.
A Polícia Civil conseguiu interceptar ligações e ouvir a negociação do
suposto resgate. Nas gravações é possível escutar o pai fazendo um apelo aos
suspeitos para que o jovem fosse solto.
De acordo com a Polícia Civil, os supostos sequestradores pediam
dinheiro para que o garoto fosse resgatado. Segundo o delegado-chefe Laércio
Carvalho, da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2), os suspeitos queriam R$ 3
mil para libertá-lo.
Horas de negociação
De acordo com o delegado, a equipe de policiais acompanhou o pai no
resgate, quando perceberam a participação do jovem, "pelo comportamento
calmo".
"O garoto não demonstrava nenhum nervosismo. Não havia sinais de
que havia passado por qualquer trauma. Após questionamentos [da equipe], antes
mesmo de chegar na delegacia, o grupo confessou que forjaram [o
sequestro]."
Os agentes da 35ª DP e da Divisão de Repressão a Sequestro (DRS)
acompanharam toda a negociação que durou cerca de oito horas. O contato do pai
com a delegacia foi às 17h30 de sexta-feira. Por volta de 1h30 da madrugada
deste sábado, os policiais chegaram até o endereço indicado pelo grupo, em
Planaltina de Goiás (GO).
"O próprio filho juntamente com o grupo teria simulado a situação
com a finalidade de extorquir o próprio pai", afirmou o delegado.
O crime forjado incluiu até mesmo um falso cativeiro. De acordo com a
Polícia Civil, um dos integrantes do grupo pediu "emprestada" a casa
de um amigo afirmando que fariam uma festa.
Detidos
Junto ao adolescente que fingiu ser vítima, foram detidas outras cinco
pessoas, com idades entre 16 e 23 anos, sendo dois deles menores de 18 anos. Os
adolescentes foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA),
sendo submetidos à medida de internação. Os demais foram presos, inicialmente,
na carceragem da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II).
Todos os envolvidos devem responder pelo crime de extorsão, que prevê
pena de até 12 anos - com exceção dos menores, pois a lei prevê internação
máxima de 3 anos. Os adultos podem responder ainda por corrupção de menores,
que pode resultar em uma pena de até quatro anos.

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