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Bolsonaro diz que há "indústria de multas" no Brasil |
Presidente afirma
que está em uma "briga" na Justiça para conseguir medida e que este
tipo de radar deve ser extinto a partir da próxima semana
Em cerimônia de liberação de um
trecho de 47 quilômetros de duplicação da BR-116 na cidade de Pelotas, no
interior do Rio Grande do Sul, o presidente da República, Jair Bolsonaro,
afirmou nesta segunda-feira (12) que pretende acabar com os radares móveis nas estradasbrasileiras.
"Estou com uma briga na Justiça,
junto com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, para acabar
com os radares móveis do Brasil", disse o presidente em seu discurso.
"Isso é coisa de uma máfia de multas, é um dinheiro que vai para o bolso
de poucos aqui no Brasil, é uma indústria de multas", comentou.
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E prometeu: "A partir da semana
que vem, não teremos mais essa covardia de radares móveis no Brasil."
CNH
Além disso, o presidente citou o
projeto que seu governo enviou para a Câmara dos Deputados, aumentando a
validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de 5 para 10 anos e
acabando com a exclusividade dos Detrans de escolher qual médico pode conceder
o atestado de saúde para que os cidadãos consigam a habilitação.
Bolsonaro também afirmou que "sugeriu" que o limite
máximo de pontos para que um motorista perca a habilitação seja aumentado de 20
para 40 pontos, "porque quando um motorista profissional perde sua
carteira de motorista, na verdade ele está perdendo a sua carteira de
trabalho".
Reeleição
No discurso de cerca de dez minutos,
onde ao fundo era possível ouvir pessoas gritando "mito", Bolsonaro
também mencionou que pretende, "em 2023", integrar a malha
ferroviária da região Sul com a malha em construção que ligará o porto de
Itaqui, no Maranhão, ao porto de Santos, em São Paulo.
"Não dá pra fazer antes de
2023", afirmou o presidente, sinalizando que buscará a reeleição em 2022.
Por: R7

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